Com queda do risco político, dólar recua ao menor nível em dois meses

O otimismo dos investidores com a nova composição do cenário político derrubou o prêmio de risco dos principais ativos brasileiros. O dólar caiu para o menor nível em dois meses e voltou a patamares que ainda refletiam a aposta no perfil reformista de Geraldo Alckmin (PSDB) para chegar à Presidência. Desta vez, entretanto, a animação vem com a onda conservadora que dominou as urnas eletrônicas no último domingo.

Capitaneados pelo fortalecimento de Jair Bolsonaro (PSL) na disputa presidencial, partidos aliados ao militar conseguiram votação expressiva para a Câmara dos Deputados e para o Senado, o que daria maiores condições de governabilidade a uma eventual administração do militar. Além disso, o quadro político brasileiro - agora bem mais à direita - também reduziu a preocupação dos investidores com a volta de políticas econômicas mais heterodoxas.

No fechamento, o dólar comercial fechou em baixa de 2,31%, aos R$ 3,7658. É o menor nível desde 8 de agosto quando fechou em R$ 3,7657.

Num sinal claro da animação no mercado, as ações da Petrobras dispararam nesta segunda-feira e a estatal retomou o valor de mercado que tinha em maio. Outro importante termômetro da percepção de risco, o juro de longo prazo teve forte queda e também voltou a patamares do primeiro semestre, isto é, antes da greve dos caminhoneiros. Foi justamente na

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Num sinal claro da animação no mercado, as ações da Petrobras dispararam nesta segunda-feira e a estatal retomou o valor de mercado que tinha em maio. Outro importante termômetro da percepção de risco, o juro de longo prazo teve forte queda e também voltou a patamares do primeiro semestre, isto é, antes da greve dos caminhoneiros. Foi justamente naquela época que cresceu o temor de que uma onda populista poderia desviar o país do caminho das reformas.

Agora, a leitura é de que Bolsonaro, se eleito, pode contar com apoio mais amplo do Legislativo para avançar com sua agenda econômica. Com a vitória de muitos de seus correligionários para o Congresso, a expectativa é de que, nas próximas semanas, haja uma noção melhor sobre a capacidade de Bolsonaro de construir uma coalizão no Legislativo.

"Parece ter ficado um pouco mais viável implementar uma agenda mais liberal no próximo governo", diz Marcelo Giufrida, sócio e gestor da Garde Asset Management. Existe o potencial para uma recuperação cíclica daqui para frente, diz o gestor. "Se governo começar com o pé direito, é viável uma retomada de atividade, sem precisar subir juros, e queda do desemprego. Mas precisamos ver as coisas acontecendo no Congresso", diz.

O cenário-base, conta o gestor, era de que o Legislativo teria menos mudanças e poderia aumentar os obstáculos para o avanço da agenda de Bolsonaro. Com o resultado de ontem, porém, a nova composição do Congresso surpreendeu, sendo mais favorável a um eventual governo de Jair Bolsonaro (PSL). "Dá para vislumbrar um cenário construtivo", diz.

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, obteve 46% dos votos válidos no primeiro turno da disputa presidencial, enquanto Fernando Haddad (PT), seu adversário no segundo turno, registrou 29%. Para prolongar a "lua de mel" com o mercado, caso eleito, alguns gestores aguardam o anúncio da equipe econômica.

Para José Tovar, sócio da Truxt Investimentos, Bolsonaro poderia manter os principais nomes da equipe econômica, sob tutela de seu guru econômico, Paulo Guedes. Hoje, Eduardo Guardia ocupa o Planejamento, Mansueto Almeida está na secretária do Tesouro Nacional e Ilan Goldafajn preside o Banco Central. "Ainda tem muito prêmio de risco no mercado, que pode ser aproveitado principalmente se Bolsonaro continuar no caminho certo. Começou bem com a liderança na eleição e o discurso de reformas e privatizações, mas ainda pode anunciar o gabinete de continuidade quando chegar ao poder. Isso poderia levar a um ciclo mais virtuoso", diz o especialista.

Fonte: valor.com.br | 09/10/2018

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