Como o resultado das eleições nos EUA afeta o seu bolso

As expectativas sobre quem será o sucessor de Barack Obama na presidência dos Estados Unidos vem movimentando o mundo inteiro. O resultado terá um grande peso político e econômico globalmente. Em um olhar mais superficial sobre o tema, muitos podem não ter uma noção clara sobre o impacto no bolso do investidor brasileiro e nas finanças pessoais do cidadão comum.
 
Por enquanto, a maior parte das pesquisas apontam a liderança pequena da democrata Hillary Clinton para a presidência. Se o resultado for confirmado nas urnas, melhor para todos. A eleição do republicano Donald Trump representaria um forte baque econômico mundialmente. 
 
A postura conservadora e o viés protecionista reforçado por ele em sua campanha criariam um ambiente hostil para negócios entre Brasil e Estados Unidos. Em algumas ocasiões Trump reforçou que, se eleito, iria impor tarifas de 45% a produtos chineses e 35% a produtos mexicanos. Estudo feito pelo Peterson Institute for International Economics (PIIE) apontou que o protecionismo de Trump pode acabar com quatro milhões de empregos nos Estados Unidos. Além disso, o instituto aponta que o país poderia ser arrastado para uma recessão econômica em 2019. 
 
Com a expectativa de um forte protecionismo, o primeiro efeito que poderia ser sentido no Brasil seria a retirada de recursos de investidores estrangeiros. Esse ambiente hostil para negociações com os Estados Unidos acarretaria em um cenário menos prospero para empresas brasileiras. Como consequência, os investidores tenderiam a retirar investimentos alocados no país e o dólar se valorizaria em relação ao real. 
 
Como vimos na semana passada, em função da crise econômica no Brasil, dólar caro representa pressão inflacionária - que acaba atingindo todas as classes sociais. 
 
Por ora, torcer por um resultado favorável aos democratas é o melhor aceno que temos para a economia mundial. Independentemente do resultado lá fora, vale ressaltar que os investimentos em ativos atrelados ao dólar e ações na Bolsa de Valores são extremamente susceptíveis a fortes oscilações em função de conjunturas políticas. Sendo assim, neste momento, o ideal buscar um porto seguro e optar por aplicações de renda fixa.

Fonte: g1.globo.com - 07 de Novembro de 2016

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