Quero vender minha empresa. E agora?

Apesar da crise econômica que o Brasil passa, o momento está muito favorável para aquisições de empresas brasileiras por investidores internacionais. Com a valorização do dólar frente ao real, elas ficaram mais “atrativas”, e para um investidor profissional, a regra é muito simples: comprar na baixa e vender na alta. Sabemos que a nossa economia tende e vai melhorar nos próximos anos. O investidor analisa os ganhos com a aquisição a médio e longo prazo, sabendo que pode realizar um lucro considerável com essas aquisições.

O fato é que grande parte das empresas brasileiras não estão preparadas para serem adquiridas, nem tão pouco ter um sócio profissional. Essa cultura ainda é muito recente e não está bem difundida e clarificada na cabeça dos nossos empresários. Com minha experiência, me deparei com uma frase que parece uma salvação dos problemas “Quero vender minha empresa. E agora o que eu faço?”.

Primeiramente o processo de venda de uma empresa não é fácil e rápido como se imagina. Independentemente do tamanho, segmento e mercado, o processo de venda de uma empresa é demorado e complexo, e em alguns casos frustrante se não houver um acompanhamento prévio e adequado. Em um processo de venda, diversos fatores devem ser considerados e analisados antes de tomar essa decisão.

Algumas perguntas devem ser respondidas, tais como:

“Porque estou querendo vender minha empresa?”

“Qual fator que atrai um investidor a adquirir minha empresa ou parte dela?”

“Qual é o diferencial competitivo da empresa?”

“Quem vai me auxiliar nesse processo de venda?”

“Eu sei quanto minha empresa vale de fato?”

Essa última pergunta talvez seja a mais importante em uma avaliação de negócio, ou seja, no processo com “valuation” o valor sentimental não entra na conta e esse é um ponto onde diversos empresários se frustram com o valor esperado versus o valor apurado. Por isso é essencial que a empresa tenha feito o seu “valuation” por uma empresa externa especializada, para que em uma futura negociação os valores sejam discutidos com bases concretas.

“Os controles e a contabilidade da empresa estão preparados para uma auditoria externa?” - Esse item também é de extrema importância, pois toda a valorização do negócio está pautada nos dados que são obtidos e apurados através dos controles internos e da contabilidade. Portanto, se não estiverem corretos e auditados o valor da empresa tende a cair.

“Os passivos (Financeiros, Fiscais, Trabalhistas e Legais) estão todos mapeados?” - Esse fator influencia demasiadamente no valor da companhia e na conclusão do negócio. O investidor não gosta de surpresas.

“Qual o nível intelectual e de conhecimento das pessoas que estão na gestão do negócio?” - Isso vem mudando com o passar do tempo. Este item, CAPITAL INTELECTUAL, não era muito levado em consideração pelas empresas. Porém, para os investidores é de extrema importância, pois é através dele que se reflete uma parte da gestão do negócio.

“Estou preparado para ter um sócio profissional (dividir a gestão) ou sair de vez da gestão da empresa?” - Essa pergunta é muito importante para refletir, pois alguns empresários não estão preparados para terem um sócio profissional, que em alguns casos impõe um ritmo diferente do acostumado e tem objetivos e opiniões próprias. Ou seja, dividir o comando da empresa pode ser um exercício complicado. Portanto, o processo de venda de uma empresa é complexo podendo levar de 6 a 24 meses. Por fim, é muito importante ressaltar que nenhum investidor sério adquire uma empresa que tenha problemas com sonegação fiscal, receitas e despesas não ortodoxas, e contabilidade criativa.

Edélcio Fonseca 

Fonte: administradores.com.br

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