Investir ou não investir, eis a questão

Outro dia, escutei a conversa de duas mulheres no elevador. Não que eu quisesse, mas foi inevitável, afinal o assunto muito me interessa. Uma disse à outra que tinha determinado valor na conta corrente, mas que não iria aplicar na poupança porque atualmente não está rendendo nada.

Essa passagem só confirma que o Brasil ainda é carente de educação financeira. O tema deveria ser abordado nas escolas desde o ensino fundamental. Aprender sobre dinheiro, como administrá-lo e como investir é essencial para a vida.

Aproveitando o episódio do elevador, vou explicar por que é sempre melhor investir do que deixar o dinheiro parado na conta.

Dinheiro parado é prejuízo certo

É verdade, a poupança não é nem de longe um bom investimento. Os rendimentos são muito inferiores quando comparados aos retornos de outras aplicações disponíveis no mercado. Porém, ainda assim, é melhor colocar na caderneta do que deixar parado na conta corrente. Por menor que seja a rentabilidade, desde que o dinheiro seja mantido até completar o aniversário, algum rendimento será obtido.


Quando o dinheiro fica parado na conta corrente, o investidor perde em dobro: deixa de rentabilizar e perde poder de compra com a inflação.

A inflação é perversa

O índice oficial de inflação, o IPCA, registrou alta de 0,43% em março, e de 9,39% no acumulado em 12 meses. Esse número tem ficado consistentemente acima do teto da meta (6,5%), pelo menos já não está mais no patamar de dois dígitos.

Mil reais parados na conta em março valem em torno de R$ 995 hoje. Se tivessem sido aplicados na poupança, o saldo atual seria R$ 1.006,10 e, mesmo descontando a inflação, teria obtido algum ganho: R$ 1,10.

Porém, se o valor tivesse sido bem investido, também em um produto de baixo risco e alta liquidez, o ganho seria ainda melhor. Com o rendimento próximo a 1% líquido no mês, considerando alíquota de 22,5% para investimentos de menos de seis meses, o ganho líquido obtido ajustado para a inflação seria de aproximadamente R$ 5,00.


Às vezes o retorno parece baixo, mas quaisquer pontos percentuais adicionais acumulados em longos períodos se tornam relevantes. Por isso, não podemos menosprezar as pequenas diferenças, sobretudo em períodos de inflação alta.

Opções de investimentos mais rentáveis

Com a evolução dos produtos de investimentos desde a década de 1990, a poupança deixou de ser a única opção para quem não é profissional ou não tem muito dinheiro. A quantidade de produtos disponíveis atualmente, uns mais rentáveis que outros, atende a todos os perfis de investidores. CDBs, LCIs, LCAs, títulos públicos e fundos de renda fixa entregam retornos superiores aos da poupança.

Porém, existem também as aplicações de perfil moderado ou arrojado, que podem apresentar variações negativas no curto prazo em troca de maiores retornos no longo prazo, como, por exemplo, fundos de renda fixa com crédito privado e fundos multimercado. 
Qual lição tirar nesse caso?

A mulher que conversava no elevador estava correta ao avaliar que a poupança não é um bom investimento, todavia está enganada ao optar por deixar o dinheiro parado na conta corrente, principalmente em um ambiente de inflação alta, que reduz a capacidade de compra dos investidores.

Há muitas aplicações de investimento disponíveis, muitas delas de baixo risco e com alta liquidez, assim como a poupança.

Fonte: administradores.com.br

Cotações e Índices

Moedas - 13/12/2018 16:08:28
  • Nome
  • Compra
  • Venda
  • Comercial
  • 3,883
  • 3,884
  • Paralelo
  • 3,870
  • 4,070
  • Turismo
  • 3,730
  • 4,040
  • Euro
  • 4,409
  • 4,412
  • Iene
  • 0,034
  • 0,034
  • Franco
  • 3,907
  • 3,907
  • Libra
  • 4,903
  • 4,906
  • Ouro
  • 153,830
  •  
Mensal - 06/12/2018
  • Índices
  • Set
  • Out
  • Inpc/Ibge
  • 0,21
  • 0,40
  • Ipc/Fipe
  • 0,39
  • 0,48
  • Ipc/Fgv
  • 0,34
  • 0,48
  • Igp-m/Fgv
  • 1,52
  • 0,89
  • Igp-di/Fgv
  • -
  • 0,26
  • Selic
  • 0,47
  • 0,54
  • Poupança
  • 0,50
  • 0,50
  • TJLP
  • 0,55
  • 0,55
  • TR
  • -
  • -

Agendas Tributárias

  • 14/Dezembro/2018
  • CIDE | Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico.
  • COFINS/PIS-PASEP | Retenção na Fonte – Autopeças.
  • Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais (EFD-Reinf)
  • Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Previdenciários e de Outras Entidades e Fundos (DCTFWeb)
  • EFD Contribuições.
META CONTABILIDADE LTDA.
Rua das Arraias, 80   |   Parque Residencial Aquarius - Sala 01   |   São José dos Campos/SP
Fone: (12) 2135.0400 - Fax: (12) 2135.0430   |   meta@metacontabilsjc.com.br
Site desenvolvido pela TBrWeb (XHTML / CSS)